{"id":122,"date":"2022-02-02T17:26:42","date_gmt":"2022-02-02T17:26:42","guid":{"rendered":"https:\/\/arbadvogados.com.br\/blog\/?p=122"},"modified":"2022-02-02T17:26:42","modified_gmt":"2022-02-02T17:26:42","slug":"frentista-assaltado-no-trabalho-recebera-r-9-mil-de-indenizacao-por-danos-morais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/arbadvogados.com.br\/blog\/2022\/02\/02\/frentista-assaltado-no-trabalho-recebera-r-9-mil-de-indenizacao-por-danos-morais\/","title":{"rendered":"Frentista assaltado no trabalho receber\u00e1 R$ 9 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais"},"content":{"rendered":"<p>Por unanimidade, a 3\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o decidiu que o frentista de um posto de gasolina deve receber R$ 9 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais por\u00a0ter sido assaltado durante o expediente.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O caso, de acordo com o colegiado, causou danos psicol\u00f3gicos presumidos ao trabalhador, que devem ser reparados pela empregadora.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo\u00a0o relator do recurso, desembargador Alexandre Corr\u00eaa da Cruz, ficou comprovado que o posto de gasolina\u00a0de Santa Cruz do Sul (RS)mantinha vigil\u00e2ncia apenas no per\u00edodo da noite, e n\u00e3o durante as jornadas de trabalho diurnas dos seus empregados.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cNesse sentido, entendo que a empresa n\u00e3o tomou medidas de seguran\u00e7a suficientes para manter a integridade dos seus trabalhadores, e por isso deve ser responsabilizada pelo assalto sofrido pelo empregado\u201d, diz.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Assim, conforme o magistrado, \u00e9 necess\u00e1rio que a empresa seja responsabilizada de maneira objetiva, ou seja, pela teoria de que sua atividade apresenta riscos maiores e de que \u00e9 ela quem deve arcar com a repara\u00e7\u00e3o dos danos decorrentes de seu empreendimento, mesmo que n\u00e3o tenha agido diretamente para provocar a ocorr\u00eancia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">&#8220;As decorr\u00eancias psicol\u00f3gicas traum\u00e1ticas de roubos s\u00e3o presum\u00edveis por qualquer ser humano comum, visto que apenas aqueles muito bem preparados mant\u00eam a confian\u00e7a e a seguran\u00e7a num momento de perigo, o que n\u00e3o \u00e9 o caso do reclamante, o qual n\u00e3o recebeu treinamento apropriado&#8221;, afirmou\u00a0Corr\u00eaa da Cruz ao confirmar senten\u00e7a de ju\u00edzo de primeiro grau.<\/p>\n<p><strong>Comprova\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nPara comprovar o assalto sofrido, o frentista anexou ao processo um DVD com imagens da ocorr\u00eancia.\u00a0Diante do fato, pediu, dentre outros direitos decorrentes do contrato de trabalho, indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais pelo abalo sofrido.<\/p>\n<p>A empresa, por sua vez, alegou que n\u00e3o teve culpa no assalto e que n\u00e3o praticou nenhum ato il\u00edcito, portanto n\u00e3o deveria ser condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o.\u00a0<em>Com informa\u00e7\u00f5es da Assessoria de Imprensa do TRT-4.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>FONTE: Conjur<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por unanimidade, a 3\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4\u00aa Regi\u00e3o decidiu que o frentista de um posto de gasolina deve receber R$ 9 mil de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais por\u00a0ter sido assaltado durante o expediente. 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